"Escrevo, pois..." e não sei o que escrever.
Mexi no cabelo várias vezes. Mudei de lado, passei os dedos devagar nos fios. Preciso apará-los.
Mas, vejamos, por que escrevo? Escrevo pois... e empaco. Travo, não saio. Estagno, permaneço. Pronto, agora foi que vi! Ou deixei de ver.
Sem mais delongas, escrevo, pois, escrever é arte. É como pintar um quadro, ou compor uma obra. Obra-prima. É como sentir o vento passar na direção contrária ao seu cabelo e te bagunçar.
E mais, escrevo, pois, já é tarde. E as minhas companhias são agradabilíssimas e requerem meus cuidados, meus papos furados, e minhas reclamações. E escrevo, como aqui agora.
Caro, leitor, não me julgue e nem reclame, apenas leia. Dê-me um pouco de seu tempo, pois, escrevo. E se escrevo é porque preciso expor algo. A questão é que ainda não achei palavras certas para explanar minha angústia de palavras. Ou minhas palavras de angústia.

Este comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluir