quarta-feira, 18 de julho de 2012

Me and myself.

Diálogo de mim com mim mesma:
- Como eu posso dizer pra ela o tanto que ela é especial?
- Você falou ela duas vezes numa mesma frase, curta.
- Eu sei, mas é porque ela é importante pra mim.
- Não seria melhor você falar "por sua importância"?
- Minha?
- Não, dela.
- Ué, mas aí, do mesmo jeito teria ela.
- Onde?
- Dela.
- Mas diferencia.
- Não, é a mesma coisa, apenas com outro suporte.
- Ok, você tá me confundindo. De quem estamos falando?
- Dela!
- Isso porque, você reclamou do meu "dela" (susurrando). Mas, quem diabos é ela?
- Ah, uma grande pessoa.
- Seja mais clara.
- Uma enorme pessoa.
- Ok, você está me confundindo de novo. Fala de forma metafórica ou literal?
- Metafórica, oras. Uma grande pessoa literalmente seria grande para que referencial?
- Você não é lá grandes parâmetros de altura. (risos)
- Fica na tua! Você e eu somos a mesma pessoa.
- (Boquiaberta) E por que diabos você sabe de quem está falando e eu não sei?
- Porque você não está pensando como eu estou pensando.
- Agora, eu tô entendendo.
- Mas, eu não. Quem está falando agora? Nessa exata frase. Eu ou eu mesma?
- Somos a mesma, você quem disse.
- Eu sei, mas me perdi. Esse devaneio... interrupção.
- Seja mais clara, quem é ela?
- Verdade! Tem ela. O que mesmo você quer saber dela?
- Quem ela é, por que admiras tanto ela?
- E você tinha reclamando de eu ter utilizado ela duas vezes numa mesma frase, curta.
- Sem delongas, me diz, quem é ela?
- Diz-me é o correto, (susurrando mais uma vez). Ela é ela, oras.
- E pela segunda vez, você conseguiu utilizar ela seguidamente. reclamação com canto de boca
- Ela é inexplicável. É uma terceira pessoa do caso reto que participa do primeiro caso, do eu.
- De você?
- De mim, de mim mesma.
- De nós! Entendi. De fato, ela e eu ou ela e eu mesma somos ligadas. Ou são?
- São e somos. Terceira e primeira pessoa, nesse caso, se misturam.

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